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Dicas de cultura
Cinema - Che
De: 24/4/2009 a 24/5/2009 Depois da Revolução Cubana, Ernesto Che Guevara atinge o ponto alto de sua fama e poder. Em 1964, viaja para Nova York para discursar nas Nações Unidas, reafirmando seu compromisso com a luta do Terceiro Mundo contra o imperialismo americano. Che desaparece de Cuba, reaparecendo incógnito na Bolívia, onde organiza um pequeno grupo de companheiros cubanos e recrutas bolivianos para começar a Grande Revolução Latino-americana. A história da campanha boliviana é um capítulo de tenacidade, sacrifício, idealismo e da arte de guerrilha, que acaba falhando e levando Che à morte. O processo de investigação sobre a vida de Che começou quando Benício conheceu a produtora Laura Bickford, detentora dos direitos de adaptação de Che Guevara: Uma Biografia, de Jon Lee Anderson. As 924 páginas do livro, cuja pesquisa resultou na descoberta do paradeiro dos restos mortais de Guevara na Bolívia, não foram bastante para Benício e Laura. Assim, depois de sete anos de pesquisas, o que era para ser um filme acabou virando dois, divididos em Che - O Argentino (Duração: 2h06), que mostra as batalhas na selva até a vitória da revolução em Havana, e Che - A Guerrilha (Duração: 2h09), que relata a tentativa de estender o movimento ao resto da América Latina a partir da Bolívia, mas resulta na derrota e morte de Guevara. Os dias de luta de Che Chega finalmente aos cinemas locais a primeira parte de Che (2008), cinebiografia do guerrilheiro Ernesto Guevara que o diretor americano Steven Soderbergh dividiu em dois filmes. Exibido no Festival de Cannes do ano passado como uma única produção com quase 4h20min de duração, Che está sendo lançado em vários países como dois longas. Falado em espanhol, o filme-monumento reúne um time de ótimos atores latino-americanos: além do porto-riquenho Benicio Del Toro no papel principal, o elenco inclui o excelente ator mexicano Demián Bichir (perfeito no papel de Fidel Castro), o cubano Jorge Perugorría, a colombiano Catalina Sandino Moreno e o brasileiro Rodrigo Santoro – que interpreta Raúl Castro, irmão de Fidel e atualmente na liderança do governo de Cuba. A primeira parte de Che mostra o encontro do argentino Ernesto Guevara com os irmãos cubanos Castro no México, a campanha na Sierra Maestra e o caminho rumo à entrada vitoriosa dos guerrilheiros em Havana, em 1959. O filme alterna as sequências coloridas do cotidiano dos revolucionários embrenhados na selva cubana – filmadas no México e em Porto Rico – com imagens em preto-e-branco de Nova York, onde Guevara foi para uma histórica participação em uma assembleia geral da Organização das Nações Unidas, em 1964. A metade final do díptico, batizada de Che: O Guerrilheiro, que conta a aventura de Guevara na Bolívia, onde morreu em 1967, ainda não tem data de estreia no Brasil. Se o impressionante desempenho de Benicio Del Toro é saudado unanimemente, devolvendo humanidade a um personagem transformado em símbolo, o mesmo não se pode dizer de Che: aos admiradores do revolucionário, talvez o filme careça de exaltação a sua luta; seus detratores, ao contrário, podem deplorar a ausência de condenação sumária a seus atos. Ao buscar uma ponderação entre esses extremos, Soderbergh fez um filme correto, mas frio e burocrático, aquém da dimensão de seu protagonista – qualquer que seja o julgamento que se faça dele. ROGER LERINA Fonte: Clic RBS e Hagah |
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