|
___O
Rio Grande do Sul, segundo diz a propaganda do governo, é um
Estado de todos. Com a reforma que, desde a Lei 10.607, de dezembro
de 1995, está em andamento, o governo pretende acrescentar
outros donos ao seu patrimônio. O objetivo do Programa de Reforma
do Estado (PRE) é encontrar parcerias privadas para responder
às demandas de investimentos na combatida infra-estrutura do
Estado e, assim, permitir ao governo retomar a sua capacidade de investimentos
nas áreas sociais.
___CRT
- Um dos primeiros e provavelmente o mais rumoroso passo da reforma
do Estado foi a abertura do capital da CRT. Em 17 de dezembro de 1996,
após vários impedimentos judiciais, o governo vendeu,
por R$ 681 milhões, 35% das ações ordinárias
da companhia para um consórcio liderado pela Telefónica
de Espanha com a participação da RBS. Boa parte do dinheiro
arrecadado foi investido na atração do empreendimento
da GM, que ganhou R$ 251 milhões para iniciar a implantação
de uma montadora em Gravataí. Desde então, o serviço
telefônico iniciou um processo de reestruturação,
envolvendo basicamente uma modificação no sistema de
uso da linha telefônica e um vertiginoso aumento no preço
da tarifa.
___CEE
- Em abril deste ano, o governo enviou à Assembléia
o projeto que previa a transformação da Caixa Econômica
Estadual (CEE) em uma instituição de fomento, a Caixa
Estadual - Agência de Desenvolvimento. O projeto foi aprovado
pela Assembléia em tempo recorde: um mês. Sem uma justificativa
clara, já que era possível enfrentar as dificuldades
financeiras com procedimentos de mercado, o governo optou por ceder
às pressões do governo federal pela reforma do sistema
financeiro. Há quem diga que a extinção da Caixa
é só o começo. Reforma mobiliza capitais de todo o mundo. Comprar estatais gaúchas é bom negócio ___Privatizações
- A Companhia União de Seguros, o BANRISUL - Armazéns
Gerais e a Companhia de Indústrias Eletro-Químicas (CIEL),
uma subsidiária da CORSAN, também serão privatizadas.
No caso da Companhia União de Seguros, a previsão é
de que o edital de privatização seja publicado até
setembro. A Procergs e a Corag terão seu capital aberto. A reforma do governo federal ___O
projeto de Reforma Administrativa do governo federal passou em primeiro
turno no Congresso. Segundo o Ministério da Administração
Federal e da Reforma do Estado (MARE), o projeto não objetiva
diminuir o número de funcionários, que decresceram de
700 mil, em 1988, para 576 mil em 1995, mas tornar eficiente e moderna
a estrutura do Estado. Na verdade, a reforma do governo pretende criar
as condições constitucionais para a viabilização
de medidas de equilíbrio das contas públicas, principalmente
nos Estados e municípios. Os pontos básicos da proposta
de reforma aprovada no Congresso que incidem na relação
funcional do servidor público são os seguintes:
|
||